Reforma Política
Com o fim da ditadura brasileira em 1985, a democracia representativa do país tem sido um dos principais focos de discussão e conflito entre organizações da sociedade civil, parlamentares, governantes e representantes do poder judiciário. Apesar das diferentes posições políticas, parece consenso que o sistema formado por 513 deputados federais e 81 senadores da república não absorve as novas formas de fazer política no Brasil. Ao mesmo tempo em que a descrença na política partidária e nos políticos reflete um esgotamento desse sistema, caso não se consiga aperfeiçoar esse modelo, o país corre o risco de deslegitimar a essência de sua democracia representativa.Visando contribuir com a radicalização da democracia no Brasil, a FES apoia o trabalho de organizações, redes e fóruns que lutam por aperfeiçoar a democracia formal do país. A FES acredita que, ao lado da democracia representativa, o país tem maturidade política para aperfeiçoar o que vem sendo chamado de democracia direta e democracia participativa. A reforma do sistema judiciário e a democratização dos meios de comunicação também são vistos como fundamentais para radicalizar a democracia brasileira.


