Reforma sindical e trabalhista
No Brasil os sindicatos se constituem num relevante ator social, tendo desempenhado um papel fundamental na redemocratização da sociedade e na eleição de Luis Inácio Lula da Silva à Presidência da República em 2002 e na sua reeleição em 2006. Contraditoriamente, os avanços da democratização da sociedade não tiveram a mesma repercussão no âmbito das relações de trabalho, marcadas ainda por uma cultura autoritária com pouco ou nenhum diálogo e com fortes práticas anti-sindicais. Por parte do sindicalismo, em que pese sua combatividade e ação propositiva, a baixa representatividade e a pulverização sindical dificultam a proteção aos trabalhadores e a garantia dos direitos fundamentais do trabalho.Como garantir a liberdade de organização, de acordo com a Convenção 87 da OIT? Como promover estruturas democráticas, representativas e com sólida organização nos locais de trabalho? Quais iniciativas podem ser adotadas para democratizar as relações de trabalho? Estas são questões que norteiam essa linha de trabalho da FES no Brasil, com vistas a fortalecer a capacidade dos sindicatos para intervir na defesa dos interesses da classe trabalhadora, considerando e valorizando a sua heterogeneidade (de gênero, raça/etnia, geracional, dentre outras) e a diminuir a assimetria na relação entre capital e trabalho.


