Igualdade nas relações de gênero
As desigualdades entre mulheres e homens são um dos principais desafios para a vida democrática no Brasil. As mulheres são maioria da população, já têm mais escolaridade que os homens e compõem mais da metade do eleitorado nacional. Mas ainda é preciso – e urgente - ampliar e democratizar os mecanismos de participação, pois as mulheres ainda têm baixa representação política, como é o caso da Câmara Federal, onde ocupam apenas 9% das 513 cadeiras, apenas para citar um exemplo. Para enfrentar as dificuldades colocadas às mulheres não apenas na divisão desigual do poder político, mas em todas as dimensões e etapas da vida, o Brasil conta atualmente com um Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, construído a partir do processo de Conferências Nacionais (2004 e 2007) e que contou com ampla participação de mulheres organizadas em diversos setores da sociedade. A partir de diferentes iniciativas, a FES tem acompanhado e apoiado o envolvimento de mulheres do campo da esquerda para articulação e incidência nos espaços em que as mulheres se afirmam como sujeitos políticos e de direitos e contribuem para a alteração das desigualdades de gênero na sociedade brasileira. Este trabalho é desenvolvido especialmente em parcerias com mulheres de sindicatos, partidos políticos, de ONGs feministas e grupos de mulheres jovens.