Direitos da juventude

Desde o final da década de 90 a categoria juventude ganha espaço na sociedade brasileira, na esteira do que foi a luta pelos direitos de crianças e adolescentes. Mas é a partir dos anos 2000 que os desafios para a inclusão social e a garantia dos direitos deste expressivo grupo populacional entram para a agenda pública nacional, por conta de demandas organizadas pela sociedade civil, preocupada com questões singulares enfrentadas por grande parte dos 30 milhões de jovens brasileiros e brasileiras (de 15 a 29 anos) neste momento histórico: dificuldade de inserção laboral para além de ocupações precárias, baixa qualidade da educação pública e, para um grupo especialmente masculino, o envolvimento com a violência urbana, no papel de vítimas ou de agressores, torna-se um fenômeno alarmante.  Estas são apenas as questões mais ‘gritantes’. Neste contexto, em que começa a crescer a institucionalidade com a criação de conselhos de juventude e de instâncias governamentais, a FES tem contribuído para que diferentes atores, de segmentos juvenis a representantes do Estado, ONGs, movimentos sociais e universidades possam dialogar a respeito das demandas da população jovem para a construção de alternativas de superação do quadro de exclusão. Entre as linhas de trabalho que desenvolvemos, têm prioridade o fortalecimento do setor juvenil de partidos políticos progressistas, com processos de formação e intercâmbio nos âmbitos nacional e regional para a América do Sul, e o fomento à participação política das mulheres jovens, com atenção especial também para as jovens negras, atualmente o grupo mais afetado pelas condições de pobreza da sociedade brasileira.